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domingo, 6 de novembro de 2011

Pele


Thin Skin, capa do terceiro livro de Ann Mandelbaum. A temática de seu trabalho é a linguagem do seu próprio corpo e ao longo dos anos Ann vem analisando as diferenças de textura da pele, expondo a proximidade entre arte e realidade  Gustavo Lacerda, premiado e reconhecido fotógrafo publicitário, desde o começo de 2009 desenvolve um trabalho pessoal fotografando cidadãos albinos. Gustavo optou pelo retrato posado, contra um fundo cenográfico em tons suaves (e por isso mesmo mais marcante, pois pesquisado todo o processo de produção) para enfatizar a beleza única dessas pessoas de pele tão delicada Entre 1883-84, o suíço August Von der Mühll (1858-1942), comerciante e um fotógrafo amador, viajou da Basiléia para o Extremo Oriente, para ampliar negócios junto aos fabricantes de seda. No Japão, Mühll tirou centenas fotos, como esta, retocadas à mão, adicionando várias cores, principalmente, ao desenho da tatuagem  Projeto Lustmord, uma série de textos em resposta à violência contra as mulheres durante a guerra na Bósnia. Para transmitir a brutalidade e a fragilidade das mensagens escritas à mão com tinta esferográfica no corpo das mulheres, a artista conceitual Jenny Holzer e o designer Tibor Kalman (1949-1999) decidiram fotografá-las e publicar a matéria com uma capa impressa com sangue humano. Eles negociaram com várias editoras, cujos advogados solicitaram uma declaração atestando que não havia nenhuma chance dos leitores virem a ser infectados com o vírus HIV. Em 1993, o editor do jornal alemão Süddeutsche Zeitung concordou em divulgar as fotografias, e a ideia do sangue, com um título impresso em vermelho. 
© Ann Mandelbaum (Thin Skin, por Peter Weiermair, Hatje Cantz, 2006) / © Gustavo Lacerda (Patrícia, São Paulo, Brasil, 2009 /  http://www.gustavolacerda.com.br / Fotografia gentilmente cedida. Todos os direitos reservados a Gustavo Lacerda) / © August Von der Mühll (Japão, c. 1883 -84 / Camera # 11, 1976) / © Jenny Holzer e © Tibor Kalman (Foto projeto Lustmord, 1993 / Tibor Kalman: Peverse optimist, Princeton Architectural Press e Booth-Clibborn Editions, 2000)